Na internetPano de fundo

Na internet Pano de fundo

Em casa, logo cedo, na rua a caminho da escola ou do trabalho, no ônibus ou no clube... Em qualquer lugar, a toda hora, as pessoas se debruçam sobre o celular, teclando uma mensagem, enviando um torpedo ou mesmo batendo um papo com câmera. Cena hoje comum, mas que há vinte anos só se via em filme de ficção científica. Se pudesse testemunhar os tempos atuais, nem mesmo Graham Bell acreditaria que sua invenção evoluiu a ponto de mudar a vida de quase todo mundo em nossos dias com a internet.

A rede mundial de computadores, surgida como ferramenta militar e adaptada ao uso comercial, logo conquistou o coração dos apaixonados solitários, que se conectam a salas de bate-papo para conhecer gente nova e, quem sabe, iniciar um novo relacionamento. Muitas vezes, o amor virtual cruza fronteiras distantes para se tornar real, como nos casos contados por Rosana, Luciene e Lúcio nos vídeos a seguir.

Confira ainda nesta unidade uma reportagem da revista Veja sobre o mesmo tema e assista aos outros vídeos, onde brasileiros falam sobre relacionamentos e a internet.

Cruzando fronteiras

Não importa a distância: para paquerar pela internet basta entrar num site de relacionamentos e começar a teclar. Às vezes dá até em casamento. Acompanhe algumas histórias de amor que começaram on-line nos vídeos a seguir.

  • A baiana e o americano (Rosana)
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    Rosana: Eu conheci meu marido, na verdade eu reencontrei meu marido na internet, a quem eu não via há vinte anos nem tinha notícias. Um dia eu tava navegando e vi a propaganda de um site chamado Classmates, e se você tivesse estudado nos Estados Unidos você ia lá, colocava o nome da sua escola, o… o… o ano em que você se formou e aparecia a lista, né, do… do… das pessoas que foram pra escola com você. Foi aí que eu vi o nome dele e entrei em contato.

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    Rosana: I met my husband, actually I rediscovered my husband on the internet, whom I hadn’t seen or heard about in twenty years. One day I was browsing the internet and saw an ad for a site called Classmates. If you had studied in the United States you could write the name of your school, the year you graduated, and the list of people that went to school with you would show up. That’s when I saw his name and got in contact with him.

  • O francês e a carioca (Luciene)
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    Luciene: Não… Ele é da França, e ela daqui do Rio.  Entraram naquele site de relacionamentos e se comunicaram e se casaram. Tão até hoje, né, não sei exatamente até quando, mas tá dando certo.

    Vivian: Há quanto tempo eles tão juntos?

    Luciene: Há uns três anos.

     

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    Luciene: No... He’s from France, and she’s from Rio. They went on that social site and communicated and got married. They’re together till today, you know, I’m not sure until when, but it’s working.

    Vivian: How long have they been together?

    Luciene: For about three years.

  • Do Acre para Ouro Preto (Lúcio)
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    Lúcio: Ele é… é… guarda do banco, segurança do banco, e ela… bom, eu… eu creio que era estudante, alguma coisa, no Acre, não sei o que ela fazia lá, não perguntei. E eles se conheceram pela internet, e ela veio se encontrar com ele, entendeu? Veio morar com ele em… em… em Ouro Preto, os dois tavam morando juntos há seis meses, tavam felizes.

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    Lúcio: He is a security officer at a bank, and she... well, I think she was a student, something like that, in Acre, I don’t know what she did there, I didn’t ask. And they met on the internet, and she came down to meet him, you know? She came to live in Ouro Preto, they had been living together for six months, they were happy.